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Criptomoeda: o que é e como funciona?

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Você finalmente quer entender o que são as tão famosas criptomoedas? É simples: elas são moedas digitais privadas criadas em redes descentralizadas de computadores e protegidas por criptografia. A sua segurança e validade enquanto meio de troca é garantida pelas quatro características:

1. Usam redes descentralizadas (DLTs ou blockchains) ao invés de uma autoridade central;

2. O sistema controla a criação de novas unidades da criptomoeda e de quem é a propriedade sobre ela, cuja comprovação ocorre exclusivamente por meio de chaves criptografadas;

3. É possível transferir propriedade das unidades de criptomoeda se houver verificação da propriedade – ou seja, transacionar financeiramente;

4.  Os mecanismos de consenso para validação de transações impedem double-spending; caso duas transações diferentes forem feitas com uma mesma criptomoeda, apenas uma será executada.

Exemplificando, vejamos uma transação Bitcoin: “X” envia sua chave pública criptografada para “Y”. Depois, a carteira de “Y” emite um pagamento de 1 BTC para “X”. Essa emissão é assinada com a chave privada de Y. Em seguida, o pagamento é emitido para a rede de usuários Bitcoin, que irão verificá-lo e validá-lo. A cada dez minutos, as transações propostas no período são reunidas automaticamente no que é chamado bloco. 

Porém, quais são as vantagens do uso de criptos ao invés de moedas digitais comuns? O principal objetivo é permitir pagamentos digitais anônimos que não passassem por instituições financeiras ou governamentais, com o benefício da privacidade. Contudo, o Bitcoin e outras criptomoedas ganharam espaço até aqui mais como ativo especulativo que meio de pagamento. 

Sua flutuação no preço dificulta seu estabelecimento como moeda, na prática, comerciantes que aceitam criptomoedas como meio de pagamento tendem a determinar preços em unidades de moeda fiduciária e cobram o equivalente em criptomoedas a partir da taxa do momento da conversão, não sendo a criptomoeda em si a unidade de conta.

Porém, há dois casos emblemáticos que nos mostram outros possíveis usos:

# Em El Salvador, a partir de setembro de 2021, uma criptomoeda passou a ser considerada oficial junto do dólar e todos os negócios com acesso à internet vão ser obrigados a aceitar pagamentos com a criptomoeda. O país entende como benefício dessa tomada de decisão a facilitação do recebimento de transferências internacionais, que compuseram 24% do PIB do país em 2020. 

# Na Venezuela, devido a hiperinflação, em dois dias 17 bilhões de bolívares foram transacionados para Bitcoin, como uma tentativa de reserva de valor. 

Ou seja, as criptomoedas, além de garantirem a privacidade individual, também exercem hoje um papel na macroeconomia. O futuro desse aspecto estará sendo orientado em dois níveis, o ambiental e o regulatório. Hoje, uma das principais críticas às criptomoedas são seu uso excessivo de energia. E também, como as autoridades centrais podem exercer algum tipo de legislação sobre esse ativo, seja para gerar uma maior estabilidade na economia quanto para evitar possíveis crises e fugas de capitais. 

Mas, uma coisa é certa: elas estão aí e surtindo efeitos na economia, agora o desafio é como lidar com isso, para agregar aspectos positivos e minimizar riscos e aspectos problemáticos. 

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