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Aplicação de IA para Gestão Inteligente de Energia Renovável em Cidades Inteligentes

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É fato, as emissões de carbono precisam ser reduzidas. Diversas iniciativas públicas e privadas vêm trabalhando para oferecer soluções nesse setor. Em Smart Cities, o ideal é a construção de uma gestão inteligente de energia, orientada para energia verde e limpa, de acordo com políticas de desenvolvimento sustentável. 

Energias renováveis são benéficas no desenvolvimento das cidades inteligentes. Para isso, a Inteligência Artificial (IA) pode ser usada para promover esta atitude sustentável. Construindo melhorias em infraestrutura, produção e distribuição de energia nas cidades, enquanto combate os desafios apresentados como variação na demanda e disponibilidade de fontes energéticas. 

Gestão de Oferta-Demanda: A IA pode antecipar as necessidades dos consumidores e responder de maneira rápida e automatizada às oscilações naturais na demanda energética, respondendo eficientemente aos picos.

Armazenamento Inteligente: Com IA, a flexibilidade no armazenamento enfrenta o desafio da volatilidade de produção das fontes renováveis, fazendo trocas automatizadas entre fontes através da detecção da possibilidade de maior produtividade, evitando o desperdício de recursos.

Sistema de Controle: Apagões e eventuais problemas conseguem ser reparados mais rapidamente com um sistema inteligente de controle. Alarmes e monitoramento contínuo estruturam a rede de apoio necessária nos perímetros urbanos inteligentes, que funcionam e dependem de fontes energéticas ativas ininterruptamente.

Essa gestão é integrada em diferentes setores como prédios, infraestruturas, gestão de água, gestão de desperdício e transportes. Planejar e controlar a demanda energética, fornecimento e consumo são maneiras de realizar uma administração eficiente com o objetivo de maximizar a produtividade e reduzir custos e emissões de carbono. Desta forma, gerenciar a energia significa “poupar energia”. Um dos exemplos da integração é incluir medidores inteligentes, que diferenciam os status de operação das companhias e consumidores, demonstrando em tempo real a relação entre oferta e demanda. 

A vantagem das energias renováveis é sua independência dos combustíveis fósseis, que são extremamente poluentes e com preços voláteis no mercado. Contudo, a inconstância das fontes renováveis pedem a adoção de tecnologias para produzir e armazenar energia em condições favoráveis e apenas distribuí-la quando as condições estão desfavoráveis. Previsão de dados acurados podem eliminar desperdícios e saídas desnecessárias. 

Por isso, a Inteligência Artificial pode realizar recomendações, decisões e predições. Na aplicação de algoritmos automatizados com previsões climáticas, é possível tornar eficiente todas as fases desse setor. Garantindo produção de energia a partir de energia renovável, estabilidade e confiança, segurança operacional, previsão de demanda precisa, ótima produção e armazenamento e excelência em design e gestão. 

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Controle de Tráfego nas Cidades Inteligentes

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Atualmente, engarrafamentos são uma realidade cotidiana devido ao crescimento populacional. A cada dia, o número de carros nas estradas cresce. Um sistema de transporte rápido e eficiente é crucial para o desenvolvimento. Para isso, monitoramento automatizado do tráfego e vigilância são cruciais para uma cidade inteligente, que amplia, com tecnologia, a qualidade de vida e bem-estar. 

Tecnologias inteligentes para o controle de tráfego:

Processamento de imagem: no processamento de imagem, os carros são detectados através de fotografias. Em vários locais da rua, webcams são posicionadas para realizar capturas. As imagens são comparadas com uma referência original – a rua vazia – e o semáforo controlado a partir da porcentagem de compatibilidade. Quanto menor a porcentagem de compatibilidade, ou seja, mais tráfego, maior o tempo de luz verde.

Machine Learning: com reinforcement learning, é possível definir uma situação, tomar decisões e torná-las cada vez mais eficientes com a detecção automática da eficácia da ação – a diminuição do tempo total de espera, ou seja, o tempo que o carro permanece parado na rodovia. A ação é a decisão inteligente e automatizada de qual semáforo ficará com a luz verde,  durante determinada quantidade de tempo,  permitindo passagem ou condução à esquerda/direita.

Um atraso para a gestão urbana é o uso dos semáforos pré-configurados com tempos fixos. Com um uso eficiente e inteligente, os engarrafamentos e o tráfego podem ser melhor administrados. Para tanto, duas técnicas são interessantes: processamento de imagem e machine learning.

O processamento de imagem, com uma aproximação por porcentagem da quantidade de tráfego, é um investimento adequado, facilmente implementado e ideal para cruzamentos simples. 

Em interseções e cruzamentos mais complexos, como rodovias com várias linhas, é possível aplicar o monitoramento com RFID (exigindo sua presença nos carros) e automatizar os semáforos com machine learning. O RFID é um método de identificação automática através de sinais de rádio, recuperando e armazenando dados remotamente, permitindo a identificação precisa da quantidade de veículos em cada via. 

Um estudo conduzido por Shivnath Yadav, Sunakshi Singh, e Vijay Kumar Chaurasiya, com o algoritmo de Q Learning, conseguiu reduzir em até 86% o tempo de espera. 

Quer entender mais sobre o investimento e aplicações de novas tecnologias no desenvolvimento de soluções urbanas e cidades inteligentes? Entre em contato conosco.

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Os Seis Pilares das Cidades Inteligentes

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Seis fatores críticos são cruciais para entender e desenvolver cidades inteligentes. Estes fatores são usados para ter uma visão holística das iniciativas. Eles são: Social, Gestão, Economia, Legal, Tecnologia e Sustentabilidade. Cada um deles sustenta bases para que os setores públicos e privados possam planejar e implementar Smart Cities. Dando uma visão panorâmica de suas potencialidades e desafios. 

Social – A habilidade para os cidadãos se comunicarem com grupos e agências representa um ideal onde todos participam no design da Smart City.

Gestão – A administração eficiente pede um avanço para a e-governança. Atividade e participação são essenciais, além do compartilhamento e acesso às informações públicas. Aumentando as possibilidades de processos cada vez mais democráticos.

Economia – Um indicador chave para medir o crescimento de uma cidade é o econômico. Smart Cities estimulam o empreendedorismo, inovação, produtividade e flexibilidade, além de integrar o nacional nos mercados globais.  Elas precisam ser um espaço para o desenvolvimento, fomentado ativamente pelo aparato organizacional e governamental.

Legal – Compliance, conselhos e movimentos políticos influenciam os rumos das cidades inteligentes. Os dispositivos legais precisam criar regulamentações que auxiliem o uso da tecnologia mantendo e protegendo a integridade dos cidadãos.

Sustentabilidade – Sustentabilidade é desenvolvimento econômico sem prejudicar e criar problemas ambientais. Uma cidade inteligente precisa gerir adequadamente seus recursos hídricos e energéticos, bem como sistemas de armazenamento e políticas que aumentem a qualidade de vida para todos.

Tecnologia – O inteligente da cidade está nas tecnologias de informação e comunicação. Uma das tecnologias que merece destaque é o Big Data, que conecta dispositivos e informações e permite decisões eficazes em tempo real.

O framework proposto por Joshi Sujataa, Saxena Sakshamb, Godbole Tanvic e Shreya analisa como cada fator afeta e afetará outros. Também indica que alguns fatores podem ser mais importantes que outros a depender do contexto. 

Ele é construído em dois níveis: o interno contém aqueles de maior impacto nas iniciativas de cidade inteligente, contendo a tecnologia como base fundacional. O nível externo contém aqueles que podem ser influenciados pelo nível interno, pois o precedem enquanto base de qualquer estratégia de desenvolvimento urbano. 

Assim, é possível mapear relações de impacto, garantir o sucesso do investimento tecnológico e planejar modos de retorno. 

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A Comunicação Eficiente das Smart Cities

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A alma de uma Smart City é uma comunicação inteligente. 

A comunicação nas cidades inteligentes pode ser feita por Wireless Sensor Network ligados a um servidor local responsável por tomar decisões.

Seus usos são: monitoramento de energia, monitoramento da qualidade da água, monitoramento de tráfego, auxílio em sistemas de estacionamento, emissão de alertas de saúde, emissão de alerta de possíveis desastres naturais.

Segurança da comunidade, infraestrutura de transporte, consumo de energia e sustentabilidade ambiental são assuntos da urbanização. Diversas cidades estão sendo planejadas para se transformarem em Smart Cities, onde o foco é tornar a vida mais prática e confortável. E a comunicação nesses espaços também precisa ser inteligente. 

A Internet das Coisas (IoT) é extremamente ligada aos elementos que compõem uma Smart City. Os sensores nos diversos dispositivos habilitados para a IoT produzem dados heterogêneos, que são recebidos por um servidor responsável por tomar decisões baseadas nessas informações. A capacidade de compartilhar esses dados deve ser tratada como a alma de uma Smart City.

Um papel chave é desempenhado por Wireless Sensor Networks (WSNs) para ligar os centros de comunicação usando a infraestrutura existente com um mínimo de investimento. Criando uma rede entre os dispositivos IoT e o servidor local. Equipados de bateria, os nodes sensores de WSN coletam, processam e comunicam com o servidor local usando a energia armazenada na bateria. 

Assim, monitoramento de luz e uso de energia podem ser construídos com WSN. Além disso, podem ajudar hospitais a monitorar pacientes e emitir alertas em tempo real. Mais ainda, a qualidade do ar e da água também podem ser medidos em diversos sensores e mandados ao servidor local via WSN. Até mesmo sistemas de estacionamento podem ser otimizados com essa tecnologia.  

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Drones Inteligentes: rumo à internet dos drones

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Drones estão se tornando parte da infraestrutura de cidades inteligentes. Monitoramento de tráfego, inspeção em infraestrutura, gestão de recursos limitados, entrega de bens e assistência na saúde são alguns dos seus usos. Conheça algumas de suas particularidades:

Subsistema Comando, Controle, Comunicação e Inteligência: apoia o compartilhamento dos dados da missão – histórico de eventos, status dos drones – e insights acionáveis, ajudando na correlação e formação das decisões, bem como do consenso do time. Roda interplataforma e é compatível com transmissão de dados multimídia.

Engine de Gestão da Missão – Coordena e define as ações do time dos drones, utilizando os dados do Subsistema de Comando para decidir a próxima ação.

Engine de Machine Learning – Dados como configuração, ação do time, histórico de eventos e progresso das missões geram informações significativas para a ação dos drones. Essas informações são processadas e entregues ao time de drones antes que o consenso sobre o próximo passo aconteça, que combina com as informações coletadas com o próprio drone para gerar dados mais precisos.

Engine de Controle de Voo – seu propósito principal é controlar o comportamento de voo. Tem suporte para parâmetros customizados de navegação e bibliotecas de código específicas para drones. 

Assim como a Internet das Coisas constrói uma rede de comunicação e compartilhamento de informação entre várias tecnologias inteligentes, a Internet Dos Drones funciona como  uma rede arquitetural de controle, que coordena os drones nos céus e provê serviços de navegação entre localizações que podem ser chamadas de nodes.

Esse desenvolvimento ainda está iniciando e enfrenta inúmeros desafios. Chandra Sekar Veerappan, Peter Kok Keong Loh, and Reny Joy Chennattu propuseram um Smart Drone Controller, projetado em Qt C++. Em uma missão de Detecção de Intrusos usando SDC’s ML Engine com biblioteca YOLO4/Darknet, há uma distância de 5m, obteve 80% de precisão. Os próximos planos desse framework estão na adição de impedimento de colisões, coleta de maiores métricas, maior detecção de objetos em tempo real. 

Além de pesquisas de caráter público, inúmeras empresas também estão investindo nessa área, como forma de inovação de seus serviços e futura integração em planos de cidade inteligente. Quer saber mais? Entre em contato conosco. 

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As Cidades Inteligentes da Ásia – China, Singapura e India.

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Você já se perguntou qual é o futuro da urbanização?

Cidades Inteligentes: competitividade, sustentabilidade e bem viver através do avanço das tecnologias de informação e comunicação. Com Big Data, Nuvem, Sensores, Inteligência Artificial e Internet das Coisas, o desenvolvimento urbano e governamental têm tomado conta do imaginário global de estados, mercados e cidadãos para combater os desafios fiscais, ambientais, econômicos e sociais. 

Porém, as Cidades Inteligentes, ou Smart Cities, não habitam apenas o imaginário, elas são reais, práticas e em pleno processo de expansão. Hoje, a ORAEX analisa esse fenômeno na Ásia. Nesse continente há um forte aspecto desenvolvimentista, em que o Estado atua ativamente na mobilização de capitais e na transformação do trabalho. A liderança dos governos está preocupada não apenas em inserir a cidade competitivamente no mercado global, mas também em atender as demandas dos habitantes. Confira esses processos em Singapura, Índia e China. 

CHINA

Em Abril de 2017, o governo chinês anunciou o plano de uma Nova Área em Xiongan, transformando-a em uma cidade verde, com inovação e desenvolvimento de alta qualidade. Ao final de 2021, 177 projetos chaves começaram a ser construídos, com um investimento que passa os 94 bilhões de dólares. As rodovias e ruas centrais, bem como as áreas verdes e o sistema de água já tomaram forma, após cinco anos, Xiongan já está se tornando verde e inteligente. 

O design inteligente está presente na infraestrutura, Big Data e Drones são usados na construção e lixeiras inteligentes são usadas para identificar o tipo de lixo que realiza a separação e a reciclagem automática. Postes de Luz inteligentes também ajustam a luz conforme o tempo, reduzindo custos, alguns já estão equipados com câmeras para alertas de emergência e monitoramento do tráfego. Xiongan também conta com a primeira Blockchain da China vinculado a uma cidade, e um sistema de computação em nuvem para serviços de Big Data.  Empresas já lançaram inovações como pagamento via reconhecimento facial, e locais para o carregamento wireless de veículos elétricos já estão instalados. 

A Unicom China também provê suporte 5G para automação de limpeza, varejo, delivery e patrulhamento em Xiongan, como incentivo ao desenvolvimento dessa área inteligente. Em março de 2022, aproximadamente 700 bases de 5G estavam instaladas na cidade, a cobertura completa é esperada até final do ano. Além disso, também há foco em criar um melhor espaço para viver e conviver. Os prédios comerciais e residenciais, bem como escolas e hospitais, são construídos de forma que as pessoas possam chegar até eles em 15 minutos. 

A construção também está sendo feita com esforços para reduzir o consumo de energia e poluição. Muito da infraestrutura da cidade está construída no subsolo, incluindo água, eletricidade, calor e outras redes, todos monitorados por um sistema integrado. Mais ainda, a cidade está se transformando em uma esponja. Seu sistema de drenagem coleta e recicla água da chuva para uso comum. 

SINGAPURA

Em 2014, Singapura lançou o ambicioso projeto de se tornar uma Nação Inteligente. Mas, antes disso, já era uma tecnicamente uma cidade inteligente, como um avançado sistema público de transporte, rotas inteligentes e e-governança. A Nação Inteligente tem a visão onde as pessoas possam viver vidas significativas e completas, habilitadas pela tecnologia e com oportunidades empolgantes para todos. 

A ênfase na Nação, ao invés da cidade, fala sobre o volume das intenções governamentais a enfrentar os desafios para o desenvolvimento, projetando um ecossistema colaborativo que engaja os habitantes e lança projetos em política habitacional, transporte, saúde, governança digital, identidade pessoal, mobilidade urbana e sistemas de pagamento. Esses projetos são levados a cabo pelas agências da Nação Inteligente – Smart Nation and Digital Government Office e GovTech – diretamente ligadas ao Primeiro Ministro. Essa centralização visa aumentar a velocidade dos processos e entregar projetos concretos, preparando o espaço para a Quarta Revolução Industrial. 

Hoje, o país é local de diversas companhias globais e startups estrangeiras de alta tecnologia que colaboram com organizações locais para desenvolver soluções em diversos temas do cotidiano desafiador das cidades, se transformado em um laboratório global atrativo para tecnologias inteligentes. Esse laboratório é subsidiado pelo governo de diversas formas, o BASH (Build Amazing Startups Here) é um programa completo de suporte a novas startups locais e estrangeiras. Além disso, Singapura também investe na missão de exportar suas soluções para outras Cidades Inteligentes na Ásia e no mundo.

ÍNDIA

A Índia é especialmente vulnerável à mudança climática por causa de sua enorme população. Por conta disso, é importante que essas cidades sejam sustentáveis e inteligentes. Elas precisam de materiais estruturais de baixo consumo de energia, redes inteligentes, transporte planejado, sistemas de TI integrados, governo eletrônico e captação inovadora de água. 

Por isso, o governo da Índia lançou sua Missão Cidades Inteligentes em 2015, com a intenção de construir 100 novas cidades inteligentes. Muitos desses projetos estarão no Delhi Mumbai Industrial Corridor (Corredor Industrial Déli-Mumbai), que tem uma extensão de 1.000km entre Déli e Mumbai. Uma infraestrutura de US$11 bilhões já foi planejada em 33 cidades, e boa parte da construção será financiada por meio de um modelo público-privado. Essas cidades inteligentes estão sendo concebidas à medida que a economia da Índia se industrializa e a população se torna mais urbanizada.

Gostou? Quer saber mais? Então venha conversar conosco.

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A Recente Queda no Mercado de Criptos

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A recente queda no mercado de criptomoedas, após o praticamente desaparecimento da stablecoin Terra Luna, que era considerada uma moeda importante e muito promissora no cenário, fez com que todo o setor sentisse o impacto, com queda e volatilidade nos preços. Mas o que isso significa para o futuro? 

Esse mercado sempre foi apontado como volátil. Contudo, as stablecoins se apresentavam como uma solução para as flutuações, pela sua vinculação com uma cesta de ativos ou com um algoritmo automatizado de controle. A Terra Luna possuía ambos, uma cesta de ativos que eram negociados automatizados conforme a necessidade de estabilidade. Esse despencamento no seu valor prova que as Stable Coins ainda não são resistentes às dinâmicas da especulação econômica acelerada. 

Toda essa querela demonstra algo que é contestado e apontado por diversos estudiosos, especialistas e atores financeiros: a dificuldade das moedas baseadas em blockchains se estabelecerem como moedas fiduciárias correntes.

A sua validade como substituta do dinheiro, por muito tempo, foi afirmada por suas características de descentralização, gerando maior autonomia e possibilidade aos usuários. Contudo, os fatos recentes demonstram que ainda há um longo caminho a ser trabalho para que isso possa acontecer, visto que as criptos – inclusive as stablecoins – ainda parecem ser altamente sujeitas a variações e, portanto, insustentáveis ao longo do tempo, funcionando muito mais como ativos para especulação de alto risco.

Porém, a própria Terra Luna já anunciou um novo projeto de sua cripto, com mudanças no seu processo que visam corrigir as falhas. Além disso, há inúmeros processos de criptos que passam via Banco Central, as CBDCs, que se candidatam a serem alternativas efetivas. 

Há inúmeras oportunidades que envolvem blockchains para além das criptomoedas, assim como há novas tecnologias no setor financeiro que estão para além das blockchains. O cruzamento entre economia e inovação é potente, e ainda há muito para ser explorado. 

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Tendências Bancárias Futuras

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O sistema financeiro atual apresenta diversos problemas. Ao longo dos anos, ao buscar as melhores maneiras de oferecer crédito, segurança transacional, intermédio entre atores e, até mesmo, emissão monetária, os bancos desempenham um papel fundamental na economia, mas não estão livres de falhas e, portanto, de potenciais melhorias e inovações. 

É aqui que a tecnologia blockchain se apresenta como uma oportunidade. Com a possibilidade de desempenhar um papel central em oferecer soluções que são descentralizadas e mantém a confiança e integridade das informações. 

Plataforma para transações comerciais: Assim como alguns bancos oferecem através das máquinas de cartão uma plataforma de troca também podem fornecer, através de contratos inteligentes, uma nova maneira de automatizar os pagamentos, aumentando a confiança e a certeza do recebimento, gerando liquidez e podendo, inclusive, reduzir os riscos de fraude.

Verificação da Identidade Digital: usar identidades digitais asseguradas em blockchains permite aos bancos reconhecimento e manutenção da privacidade, e além do mais, deixa os processos de verificação mais seguros e rápidos.

Monitoramento de Crédito: ao usar blockchains para determinar scores de crédito, variáveis podem ser adicionadas de maneira mais eficiente do que quando baseadas em um servidor centralizado, além de diminuir a brecha de dados.

Transações entre bancos: transações com menores taxas podem ser atingidas através de blockchains, e ainda aumenta a transparência, auditoria e possibilidades de parcerias entre diversos tipos de instituições, diminuindo as instâncias regulatórias.

Assim, a internacionalização financeira pode se servir de um aparato infra estrutural que tem em sua essência a descentralização e distribuição global. Facilitando pagamentos internacionais, conversão automática nas mais diversas moedas correntes e investimentos estrangeiros. 

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CBDC (Central Bank Digital Currency): o que é e como funciona?

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O que é? 

São moedas digitais emitidas pelos Bancos Centrais.

Como funcionam?

Os CBDCs ainda estão em fase de crescimento, portanto, seu funcionamento varia muito.

Podemos generalizar como: a tecnologia e o desenho da moeda fazem com que tanto a relação entre consumidores como entre instituições ocorra em tempo real através de sua infraestrutura.

Ou seja, diferente do PIX, que na aparência é uma transação direta mas ainda têm mediações, por funcionar semelhante ao depósito à vista, o CBDC é uma proposta completamente nova, que permite ainda mais horizontalização nos meios de pagamento.

CBDC. A última inovação das moedas digitais integra dentro de si o que primariamente tentava evitar: a autoridade central. As moedas digitais emitidas pelos Bancos Centrais estão sendo pesquisadas e estudadas em todo o mundo. Com poucas em fase de implementação, mas muitas por vir, esse fenômeno recente tem movimentado o futuro da relação entre finanças e tecnologia. 

Contribuindo para a aceleração da digitalização, promoção da inclusão financeira, competição que iniba o crescimento das moedas digitais privadas, mecanismo eficiente para realização de pagamentos transfronteiriços e realização de pagamentos programáveis, a CBDC não é apenas uma opção adicional. 

Para garantir o vínculo da população com o setor bancário, elas podem ser uma saída para os dias de hoje. Esse problema é importante para o Brasil, em que 32% dizem não ter conta pela falta de instituições financeiras perto de casa, enquanto 57% alegam problema com os altos custos dos serviços financeiros, pesquisa de 2018 de Burgos e Batavia. 

Ainda mais com o avanço de políticas públicas que perpassam a distribuição de renda, como foi o caso do Auxílio Emergencial durante a pandemia. 

Para sua implementação, a estratégia geral tem sido uma em que o Banco Central emite a moeda digital e administra o sistema de liquidação, porém as instituições financeiras ficam responsáveis por abrir contas para o público. Com o crescimento das fintechs que tem chegado ao uso da população em geral, essa interação pode ajudar no problema de acesso e distribuição. 

O fato é que CBDCs hoje são o caso mais emblemático das moedas digitais, pois é através delas que não só indivíduos e instituições privadas interagem com o mercado financeiro mas também autoridades centrais, estatais e agências internacionais. 

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Stablecoin: o que é e como funciona?

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Como funcionam?

Asset-linked stablecoins – mantém o lastro frente a algum ativo, como a moeda fiduciária, ou grupo de ativos previamente definido.

Algorithm-based stablecoins – utilizam contratos inteligentes para ajustar a oferta da moeda digital quando há choques na demanda, de modo a impedir flutuações.


A ordem lógica é a seguinte:

  1. “Depósito” em moeda fiduciária (como o real).
  2. Recebimento em Stablecoin equivalente da quantidade de unidades monetárias depositadas.
  3. A garantir de que esse valor pode ser resgatado sob demanda, mantendo a paridade.

Exemplo: O Theter, um asset-linked stablecoin, tem como objetivo oferecer estabilidade através de uma paridade 1:1 com ativos seguros, em uma moeda fiduciária de curso legal, nesse caso, o dólar.

Se as criptomoedas tradicionais enfrentam problemas para manter a estabilidade de valor no mercado ao longo do tempo, as Stablecoins surgem com a promessa de responder a essa dificuldade das moedas virtuais. Os projetos começaram a surgir em 2014, com o Tether e o USD Coin.

Eles funcionam a partir da possibilidade de manter um lastro – asset-linked stablecoin – ou uma garantia via programação que impeça a volatilidade. 

Os algorithm-based stablecoins utilizam de um preço limite no qual se pode comprar e vender. E também podem ser utilizados na implementação de políticas públicas como as de transferência de renda e vouchers. Na programação para fazer a focalização de certos programas e identificar quem entrou ou saiu do recorte de renda definido de maneira automática.

Em ambos os funcionamentos, a finalidade ainda é a mesa: corrigir as falhas das criptomoedas em corresponder às funções da moeda e efetivamente funcionar como um instrumento monetário e de pagamento. Mais além, obtiveram a função extra de fornecer um instrumento de hedging entre criptomoedas e moedas de curso legal.

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